Processo Estatístico de Baselines Organizacionais
Versão do documento: 1.2, 26/06/2026
Visão Geral
O Processo Estatístico de Baselines Organizacionais estabelece como a BASIS desenvolve, avalia, aprova e mantém as baselines utilizadas para apoiar a gestão dos contratos e a tomada de decisão organizacional.
Esse processo assegura que as baselines sejam produzidas a partir de dados rastreáveis, modelos estatísticos avaliados de forma objetiva e critérios formais de aprovação, garantindo sua confiabilidade para utilização operacional.
Objetivo
Este documento descreve o processo estatístico utilizado para gerar, avaliar, selecionar e aprovar as baselines organizacionais aplicadas à gestão de contratos e serviços da BASIS.
As baselines são geradas a partir de dados históricos consolidados no Colaboradados, treinadas por jobs do Kaizenstat, avaliadas por critérios estatísticos e submetidas a uma análise formal de decisão antes de serem promovidas para uso operacional.
O uso operacional das baselines está descrito no Guia de Uso das Baselines Organizacionais.
Baselines organizacionais
| Baseline | Objetivo | Riscos associados | Uso principal |
|---|---|---|---|
Contratação |
Prever o tempo necessário para selecionar profissionais em solicitações de contratação ou substituição. |
Risco 1.3 - Rotatividade e Risco 1.4 - Não atendimento de SLA. |
Apoiar a gestão proativa de ordens de serviço de alocação e permitir comparação posterior entre previsão e resultado real. |
Ausência |
Estimar a quantidade esperada de ausências em contratos ativos, apoiando a antecipação de impactos operacionais. |
Apoiar o acompanhamento periódico dos contratos e orientar ações preventivas ou contingenciais conforme os SLAs aplicáveis. |
Ferramentas e fontes de dados
O processo utiliza as seguintes ferramentas de apoio:
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Colaboradados: consolida os dados históricos utilizados no treinamento, principalmente a partir do SGO e do Secullum.
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Kaizenstat: registra treinamentos, modelos candidatos, baselines aprovadas, logs de predição, dados removidos e evidências de decisão.
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Dagster: executa os jobs de treinamento e de predição.
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MLflow: registra experimentos, parâmetros, métricas, artefatos e modelos treinados.
-
SGO: registra as ocorrências operacionais, as ocorrências de análise e decisão e, quando necessário, as ocorrências de análise das causas.
| As ferramentas estão descritas em Ferramentas de Apoio à Gerência de Configuração. |
Fluxo geral do processo estatístico
O processo estatístico segue o fluxo abaixo:
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Extrair dados históricos do Colaboradados.
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Validar a completude e a consistência dos dados.
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Remover registros que não podem ser utilizados no treinamento.
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Registrar os registros removidos no Kaizenstat para consulta e análise.
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Executar o treinamento de vários modelos candidatos, com diferentes parâmetros.
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Registrar os experimentos, métricas, parâmetros e artefatos no MLflow.
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Persistir os treinamentos e resultados no Kaizenstat.
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Comparar formalmente os modelos candidatos por meio de análise e decisão.
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Registrar a decisão em ocorrência do SGO.
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Aprovar o modelo selecionado no Kaizenstat.
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Promover o modelo aprovado como baseline ativa.
Qualidade dos dados
Antes do treinamento, os dados históricos são validados para reduzir o risco de gerar baselines a partir de informações incompletas, inconsistentes ou estatisticamente incompatíveis com o uso pretendido.
Na baseline de contratação, são removidos registros sem valor treinável para o tempo de seleção, registros com duração negativa e registros acima do limite estatístico definido a partir da partição de treinamento. O limite é calculado sobre os dados de treino, evitando que informações futuras influenciem a limpeza dos dados históricos utilizados para validação.
Na baseline de ausência, são validados os campos necessários para o mês de referência, colaborador, quantidade de ausências, histórico recente de ausência e tamanho da equipe. Registros com valores inválidos ou impossíveis de interpretar não devem ser utilizados no treinamento.
Os registros removidos são apresentados no Kaizenstat para permitir análise posterior. Quando a inconsistência indicar necessidade de tratamento, pode ser aberta ocorrência de análise das causas no SGO para registrar a causa identificada e a ação adotada.
Treinamento da baseline de contratação
A baseline de contratação prevê a quantidade de dias úteis entre a aprovação da vaga e a seleção do candidato. A seleção é utilizada como marco final porque representa o momento em que o candidato é aprovado pelo entrevistador; etapas posteriores, como documentação, aprovação do cliente ou formalização administrativa, possuem variação maior e não compõem o alvo estatístico desta baseline.
O treinamento utiliza janela temporal cronológica sobre dados históricos de contratação. A separação entre treino e teste preserva a ordem temporal dos registros, de modo que o modelo é avaliado em dados posteriores aos utilizados no treinamento. Essa abordagem evita uma avaliação otimista causada por misturar registros antigos e novos de forma aleatória.
As variáveis utilizadas incluem:
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Modalidade de trabalho;
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Quantidade de vagas simultâneas;
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Função normalizada;
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Agrupamento de linguagem ou tecnologia;
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Faixa salarial.
Os modelos candidatos treinados atualmente são:
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LinearRegression;
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Ridge;
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RandomForest;
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XGBoost.
Esses modelos foram escolhidos para comparar abordagens com diferentes níveis de complexidade e capacidade de generalização para o problema de previsão do tempo de seleção. A LinearRegression funciona como referência simples e interpretável, assumindo relação aproximadamente linear entre as variáveis da vaga e o prazo previsto. A Ridge mantém a interpretação de um modelo linear, mas aplica regularização para reduzir instabilidade quando há variáveis correlacionadas ou pouco volume de dados em determinados perfis. O RandomForest combina várias árvores de decisão, capturando relações não lineares e interações entre características da vaga, com menor sensibilidade a variações pontuais do que uma árvore única. O XGBoost também utiliza árvores, mas em estratégia de boosting, ajustando modelos sucessivos para reduzir erros residuais e capturar padrões mais complexos. A presença desses candidatos permite comparar modelos simples, robustos e mais expressivos antes da seleção formal da baseline.
Cada modelo é treinado com os parâmetros definidos para sua família estatística. Para cada família, é escolhido o melhor experimento conforme a busca de parâmetros e a avaliação cronológica.
As principais métricas utilizadas são:
-
MAE: erro absoluto médio, usado como medida principal da diferença esperada entre previsão e resultado real.
-
mae_cv_std: desvio padrão do MAE nas validações, usado como indicador de estabilidade.
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underestimation_risk: proporção de casos em que o modelo subestima o tempo real, usada como indicador de segurança operacional.
Treinamento da baseline de ausência
A baseline de ausência estima a quantidade esperada de ausências para apoiar o acompanhamento dos contratos ativos. O objetivo é antecipar possíveis impactos operacionais e dar tempo para o gerente avaliar a necessidade de ação antes que o risco se materialize nos indicadores contratuais.
O treinamento utiliza dados históricos mensais e preserva a ordem temporal dos meses na separação entre treino, validação e teste. A validação cruzada é agrupada por mês para evitar que dados do mesmo período sejam usados simultaneamente como treino e validação.
As variáveis utilizadas incluem:
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Total de dias úteis no mês;
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Tempo de casa;
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Indicação de ausência no mês anterior;
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Quantidade de ausências nos três últimos meses;
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Tamanho da equipe;
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Contrato;
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Função.
Os modelos candidatos treinados atualmente são:
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PoissonRegressor;
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HistGradientBoostingRegressor;
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_RandomForest_Regressor;
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XGBRegressor.
Esses modelos foram escolhidos porque a baseline de ausência trata uma variável de contagem: a quantidade esperada de ausências. O PoissonRegressor é adequado como referência estatística para eventos contáveis e não negativos, oferecendo boa interpretação quando a relação entre fatores e volume de ausências é mais regular. O HistGradientBoostingRegressor permite capturar relações não lineares com boa eficiência computacional em dados tabulares e históricos mensais. O _RandomForest_Regressor combina múltiplas árvores para reduzir variação e identificar interações entre contrato, função, histórico recente e tamanho da equipe. O XGBRegressor utiliza boosting para ajustar erros sucessivos e pode representar padrões mais complexos de recorrência ou concentração de ausências. A comparação entre esses candidatos permite equilibrar precisão, estabilidade, risco de subestimação e explicabilidade antes da aprovação da baseline.
As principais métricas utilizadas são:
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test_mae: erro absoluto médio na partição de teste.
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test_rmse: raiz do erro quadrático médio na partição de teste.
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cv_mae_mean: média do MAE nas validações temporais.
-
mae_cv_std: desvio padrão do MAE nas validações, usado como indicador de estabilidade.
-
underestimation_risk: proporção de casos em que o modelo subestima o valor real.
Registro dos experimentos no MLflow
Cada treinamento registra no MLflow os parâmetros, métricas e artefatos necessários para rastrear o experimento executado.
Devem ser registrados, quando aplicável:
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Período dos dados utilizados;
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Quantidade de registros antes e depois da limpeza;
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Estatísticas do conjunto de dados;
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Parâmetros selecionados pela busca de hiperparâmetros;
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Métricas de treino, validação e teste;
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Colunas utilizadas pelo modelo;
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Artefato do modelo treinado.
O identificador do experimento no MLflow é mantido no Kaizenstat junto ao registro do treinamento, permitindo consultar o detalhe técnico do modelo candidato quando houver auditoria, revisão ou nova análise de decisão.
Seleção formal do modelo
Após o treinamento, os modelos candidatos são comparados no Kaizenstat. A seleção não considera apenas a melhor métrica isolada; os modelos são ranqueados por critérios ponderados para equilibrar desempenho estatístico, estabilidade, segurança operacional e facilidade de sustentação.
A comparação é registrada como uma ocorrência de análise e decisão no SGO. Essa ocorrência contém as alternativas avaliadas, os critérios, os pesos, as notas e a justificativa de seleção. O Líder do EPG revisa a decisão antes da promoção da baseline.
Critérios e pesos
| Critério | Peso | Descrição |
|---|---|---|
Acurácia |
4 |
Avalia o erro do modelo. Para as baselines atuais, o MAE é utilizado como referência principal. Quanto menor o erro, melhor o resultado. |
Estabilidade |
3 |
Avalia a variação do erro nas validações. Quanto menor o desvio padrão entre validações, mais estável é o modelo. |
Segurança |
2 |
Avalia o risco de subestimação. Modelos que subestimam com menor frequência reduzem o risco de o gerente receber uma previsão excessivamente otimista. |
Explicabilidade |
1 |
Avalia a facilidade de interpretar, justificar e sustentar o modelo selecionado perante revisão, auditoria ou análise operacional. |
O resultado é calculado a partir das notas atribuídas a cada alternativa em cada critério, multiplicadas pelos respectivos pesos. Em caso de empate, a decisão prioriza os critérios de maior peso, começando por acurácia e estabilidade.
Aprovação e promoção da baseline
Após a revisão da ocorrência de análise e decisão, o modelo selecionado é aprovado no Kaizenstat. A aprovação arquiva a baseline ativa anterior para a mesma métrica e cria uma nova baseline ativa associada ao treinamento aprovado.
Para cada baseline promovida, o Kaizenstat registra:
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Nome e descrição da baseline;
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Métrica associada;
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Valor médio de referência;
-
Desvio padrão;
-
Limite inferior de controle;
-
Limite superior de controle;
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Data de início da validade;
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Treinamento que originou a baseline.
Os limites de controle são calculados a partir do valor médio e do desvio padrão do modelo aprovado, utilizando a faixa de três desvios padrão para acompanhamento estatístico.
Rastreabilidade
A rastreabilidade do processo é mantida por meio dos seguintes vínculos:
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Dados históricos consolidados no Colaboradados;
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Experimentos e modelos registrados no MLflow;
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Treinamentos e baselines registrados no Kaizenstat;
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Ocorrência de análise e decisão registrada no SGO;
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Riscos associados na Base de Riscos;
-
Comentários e logs de predição gerados durante o uso operacional.
Continue sua jornada
Após compreender como as baselines organizacionais são produzidas e aprovadas, conheça como elas são utilizadas no acompanhamento dos contratos e na tomada de decisão.
Continue em:
Histórico de Revisão
| Data | Versão | Autor | Revisor | Observação |
|---|---|---|---|---|
07/11/2025 |
1.0 |
Cédric Lamalle |
Leonardo Lopes |
Versão inicial do documento para serviços |
05/06/2026 |
1.1 |
Cédric Lamalle |
Leonardo Lopes |
Revisar processo de alta maturidade. |
26/06/2026 |
1.2 |
Leonardo Lopes |
Cedric Lamalle |
Revisão da estrutura e padronização dos documentos. |