Gestão de Contratos e Serviços

Orientação das Equipes de Trabalho

Estrutura organizacional

Missão, Visão e Valores da Organização

A missão, visão e valores da organização estão definidas no site da Basis e consolidada no parágrafo abaixo:

“Ser um grupo empresarial próspero no segmento de TI e prestação de serviços em TI proporcionando sucesso aos clientes, colaboradores e acionistas, mediante uma visão inovadora, verdadeira e possível.”

Objetivos
  • Proporcionar aos acionistas alta remuneração pelo investimento.

  • Ter processos aderentes ao CMMi 5 e MPS.br A

  • Direcionar a atenção à satisfação das necessidades e ao sucesso dos Clientes.

Princípios

principios

Valores

valores

Organograma da Empresa

organograma

Estrutura das áreas

Gerência de Contratos

Responsabilidades do Gerente de contrato/preposto
  • Representação formal da Basis junto ao órgão contratante, sendo o elo direto de comunicação para assuntos técnicos e administrativos.

  • Acompanhamento da execução contratual, garantindo que os serviços sejam prestados em conformidade com o TR, contrato e normas aplicáveis.

  • Gestão de pessoal alocado, controlando presença, substituição, absenteísmo, férias, afastamentos e cumprimento da carga horária.

  • Comunicação de ocorrências, informando tempestivamente quaisquer intercorrências que possam comprometer a execução contratual (ex.: indisponibilidade de recursos, falhas de comunicação, atrasos).

  • Registrar os problemas encontrados nos acompanhamentos e ajustar ocorrência de contratos para tratar os problemas encontrados.

  • Controle de indicadores de desempenho, verificando níveis de serviço (SLAs), qualidade da entrega e satisfação do cliente.

  • Intermediação de ajustes contratuais, apoiando a tratativa de glosas, multas, solicitações de substituição ou reforço de equipe.

  • Garantia do cumprimento de normas legais e de segurança, incluindo aspectos trabalhistas, de segurança da informação e compliance.

  • Gestão de riscos contratuais e operacionais, identificando, monitorando e reportando potenciais riscos à execução do contrato, bem como propondo medidas de mitigação e contingência.

  • Garantia da efetividade da comunicação, zelando pela clareza, tempestividade e consistência das informações trocadas entre a gestão, os profissionais alocados e o contratante.

  • Acompanhamento da infraestrutura utilizada, tanto da Basis quanto do cliente, reportando falhas ou indisponibilidades que possam impactar a execução dos serviços e articulando as devidas correções.

  • Reportar à Diretoria o andamento do contrato;

  • Atendimento a fiscalizações e auditorias, fornecendo informações, relatórios e documentos sempre que solicitado pelo gestor ou fiscal do contrato.

  • Acompanhar e registrar as características da execução dos serviços, consolidando informações necessárias para a emissão de atestados de capacidade técnica completos e detalhados.

  • Acompanhamento dos eventos contratuais, incluindo a gestão e controle de processos de repactuação, reajuste, renovação contratual e emissão de atestados de capacidade técnica, assegurando o cumprimento dos prazos, a adequada instrução documental e a articulação com as áreas envolvidas.

Equipes de suporte

Responsabilidade da Equipe Medição e Análise
  • Identificar os objetivos de medição a partir dos objetivos e necessidades da organização,

  • Planejar as medidas dos processos a partir dos objetivos de medição;

  • Apoiar a coleta das medidas dos processos;

  • Analisar as medidas coletadas e gerar um relatório dessa análise;

  • Reportar o relatório de análise das medidas coletadas para os interessados;

  • Planejar e executar ações corretivas para tratar problemas identificados na análise das medidas coletadas;

  • Participa das reuniões de análise crítica apresentando os indicadores de processos da organização.

  • Reporta diretamente a Diretoria nas atividades organizacionais e nas coletas de contratos.

Responsabilidade da Equipe SGO
  • Manter o Sistema de Gestão de Ocorrências;

  • Gerenciar as permissões de acesso e restrições ao SGO.

Responsabilidade da Equipe de Gerência de Configuração
  • Elaborar uma estratégia de gerência de configuração tanto no nível organizacional, quanto no nível de projeto;

  • Gerenciar as permissões de acesso e restrições ao repositório do sistema de gerência de configuração e baselines;

  • Avaliar a integridade e consistência das baselines.

  • Reporta diretamente ao Gerente de qualidade;

  • Controlam as mudanças nos itens de configuração;

  • Distribuem as baselines aos interessados.

Responsabilidade da Equipe de RH
  • Planejar recrutamento e seleção;

  • Divulgar vagas em diversos canais (sites de emprego, redes sociais, etc.);

  • Receber e analisar currículos;

  • Realizar a triagem inicial dos candidatos com base nos critérios definidos;

  • Agendar e acompanhar entrevistas com foco na análise técnica;

  • Desenvolver programas de integração para novos colaboradores;

  • Acompanhar a adaptação dos novos funcionários;

  • Proporcionar treinamentos iniciais e orientações;

  • Fornecer feedback estruturado aos candidatos registrando o resultado das entrevistas no SGO.

Responsabilidade dos Entrevistadores
  • Validar competências técnicas e perfil comportamental do candidato;

  • Registrar o resultado das entrevistas no SGO.

Área de Processos

Responsabilidade do Líder do EPG
  • Ser o ponto focal no relacionamento com as consultorias e com os profissionais da área escopo;

  • Identificar junto ao Diretor os principais objetivos de negócios e metas do contrato e acompanhá-los;

  • Acompanhar as ações planejadas e atuais nos cronogramas dos contratos vigentes, bem como o envolvimento dos principais integrantes dos contratos e o cumprimento de suas responsabilidades;

  • Dar visibilidade e informar constantemente ao Diretor sobre andamento de todas as atividades da área da Qualidade, principais riscos e desvios em curso;

  • Conduzir as análises críticas dos processos

Responsabilidade do EPG
  • Apoiar e acompanhar a utilização dos ativos de processo e melhorias na organização;

  • Identificar melhorias nos ativos de processo;

  • Apoiar a elaboração dos ativos de processos (descrições dos processos, roteiros, guias, políticas, diretrizes organizacionais e modelos);

  • Apoiar a execução de treinamentos e mentoring para a equipe dos contratos;

  • Apoiar a execução de melhorias que ainda não foram publicadas e estão sendo pilotadas nos contratos.

  • Reportar ao Líder do EPG sobre o andamento das tarefas, dificuldades e outras informações relevantes ao andamento.

Responsabilidade da Diretoria
  • Definir os rumos da área da Qualidade;

  • Definir expectativas da Basis em relação à área da Qualidade;

  • Definir os objetivos de negócios que envolvem a área da Qualidade;

  • Revisar periodicamente as atividades da área da Qualidade, visando adequá-las às expectativas do Patrocinador;

  • Acompanhar e aprovar as principais ações adotadas pelo EPG da Basis;

  • Tomar as ações corretivas cabíveis oriundas dos desvios encontrados em relação ao que foi planejado para a área da Qualidade.

Gestão de Termos de Sigilo e Conformidade

Todos os profissionais envolvidos na execução contratual devem ter ciência e cumprir os termos de sigilo, as políticas de segurança da informação e demais normativos específicos exigidos pelo cliente, bem como as diretrizes internas da BASIS aplicáveis ao contrato.

É responsabilidade das áreas envolvidas na mobilização e gestão do contrato, incluindo gestão contratual, recursos humanos e os próprios profissionais, assegurar que, previamente ao início das atividades, sejam formalizados os documentos obrigatórios exigidos para a alocação, tais como termos de confidencialidade, políticas de uso de recursos e normas de segurança da informação.

Os profissionais alocados devem manter conformidade contínua com tais normativos, observando as atualizações eventualmente estabelecidas pelo cliente ou pela organização, cabendo à gestão contratual e às áreas de apoio garantir a comunicação dessas alterações e a coleta de novas formalizações quando necessário.

Adicionalmente, deve ser assegurado que os documentos estejam devidamente registrados e disponíveis para consulta, garantindo a rastreabilidade das informações e o atendimento a auditorias, fiscalizações ou demandas do contratante.

Procedimento de Resolução de Conflitos

Sempre que forem identificados conflitos relacionados à utilização de recursos compartilhados de apoio ou à execução das atividades contratuais, estes devem ser inicialmente tratados no âmbito operacional pelos gestores envolvidos, buscando uma solução consensual e tempestiva.

Na impossibilidade de resolução em nível operacional, ou quando houver risco de impacto na execução contratual, cumprimento de prazos, níveis de serviço ou metas estabelecidas, o conflito deverá ser escalonado para a Diretoria de Operações, que atuará na mediação e definição da solução mais adequada.

Os conflitos e suas tratativas devem ser devidamente registrados, assegurando a rastreabilidade das decisões e a transparência na gestão. Adicionalmente, os conflitos recorrentes ou de maior relevância podem ser levados para discussão nas reuniões gerenciais periódicas, com o objetivo de promover o alinhamento organizacional e a definição de ações estruturais para prevenção de novas ocorrências.

Regras para comunicação

A comunicação será executada primordialmente em formato eletrônico, utilizando-se o Sistema de Gerenciamento de Ocorrências (SGO). Reuniões periódicas devem ser realizadas para garantir que os grupos saibam das suas responsabilidades e que as mesmas estão sendo exercidas. A comunicação por mensagens instantâneas entre membros da Basis se dará pela ferramenta de comunicação interna (https://chat.basis.com.br). Com os Stakeholders externos outras ferramentas como WhatsApp, Telegram ou MS Teams podem ser utilizadas.

Orientações para comunicação entre equipes

Objetivo

Mecanismos Sugeridos

Orientações

Obtenção de informações com cliente

  • Reunião

  • Ocorrência no SGO

Quando informações são contribuições para esclarecimentos, devem ser registradas no SGO e/ou armazenadas no Git/Alfresco.

Monitoração do contrato

Ocorrência do contrato no SGO

Deve ser registrado no SGO por meio da ação de registro de monitoração.

Alinhamento entre equipes

  • Reunião

  • Ocorrência no SGO

Sempre que alinhamento entre equipes for necessário, deve ser registrado em ocorrência no SGO.

Aceite e aprovações de candidatos

Aceite em ocorrência no SGO (fluxos e comentários)

Aceites e aprovações de candidatos deverão ser registrados nas ocorrência no SGO.

Orientações para troca de informações confidenciais

Não é possível divulgar o conteúdo, mesmo que em parte, de qualquer informação confidencial de cliente ou da própria Basis em qualquer meio de comunicação externo da empresa.

Orientações para comunicação eletrônica

Devem ser mantidas comunicações por meio de E-mail ou SGO.

Regras para condução de reuniões

As seguintes regras devem ser observadas durante as reuniões:

  • Duração máxima: 30 minutos. Caso todos os assuntos previstos não podem ser tratados nesse tempo, deve ser feito uma pausa antes de continuar a reunião.

  • Sempre estabelecer e enviar uma pauta pré-definida antes da reunião. Existem pautas definidas no próprio processo em momentos específicos do ciclo de vida que devem ser utilizadas.

  • Facilitador: quem estiver conduzindo a reunião.

  • Documentador (ata): Responsável designado no início da reunião.

  • Registro da reunião: Deve conter o que foi discutido, participantes e data. Os responsáveis pelos planos de ação, quando aplicável, devem ser identificados e o prazo de resolução acordado e registrado no SGO.

Processos de gestão de contratos e serviços

Planejamento do Contrato

O processo de planejamento do contrato tem como objetivo estruturar as condições necessárias para o início da execução dos serviços, garantindo a definição dos requisitos operacionais, das responsabilidades de gestão e das condições administrativas necessárias para a adequada condução do contrato.

O planejamento inicia-se após a celebração do contrato, contemplando a preparação da estrutura operacional no SGO, o registro das informações contratuais e a definição do preposto responsável pela diretoria. Adicionalmente, são realizadas as atividades de kickoff, formalização documental e definição dos requisitos dos serviços, considerando as características específicas do Termo de Referência e do ambiente operacional do cliente.

Nesse contexto, são estabelecidos os indicadores de desempenho, os níveis de serviço, os perfis profissionais necessários, os requisitos documentais para habilitação e faturamento, bem como as diretrizes de governança e comunicação do contrato.

O planejamento envolve a atuação integrada das áreas comercial, operações, recursos humanos, financeiro, departamento pessoal e suporte SGO, assegurando que todas as condições estejam devidamente preparadas para a mobilização da equipe e início da execução contratual, com rastreabilidade das definições realizadas e aderência às exigências contratuais.

Estabelecimento dos requisitos de serviços

O estabelecimento dos requisitos de serviços tem como objetivo identificar e consolidar as condições necessárias para a adequada execução do contrato, a partir da análise do Termo de Referência e demais documentos contratuais. Nesse contexto, são definidos os indicadores de desempenho e níveis de serviço, os perfis profissionais requeridos, bem como a documentação necessária para habilitação dos profissionais e para a correta instrução do processo de faturamento.

Essa etapa envolve a atuação integrada das áreas de operações, recursos humanos, departamento pessoal e financeiro, assegurando que os requisitos estejam alinhados às exigências do cliente e às capacidades operacionais da organização. Adicionalmente, são identificadas eventuais necessidades de adaptação dos processos organizacionais, de forma a garantir a aderência ao contexto específico do contrato e às características da execução dos serviços.

Durante o planejamento também devem ser identificados os riscos operacionais e contratuais relacionados à execução do contrato, considerando dependências, restrições, requisitos críticos, disponibilidade de recursos, obrigações contratuais e demais fatores que possam impactar a execução dos serviços. A identificação dos riscos deve observar as diretrizes estabelecidas no Guia de Gerenciamento de Riscos da organização, permitindo o registro, rastreabilidade e posterior acompanhamento dos riscos identificados ao longo da execução contratual.

Os requisitos definidos e os riscos identificados devem ser devidamente registrados e mantidos de forma rastreável, servindo como base para a execução, monitoramento e avaliação do desempenho contratual ao longo de todo o ciclo de vida do contrato.

Execução do Contrato

O processo de execução do contrato tem como objetivo garantir a disponibilização e manutenção dos profissionais necessários à prestação dos serviços, em conformidade com os requisitos definidos no planejamento e com as condições estabelecidas no contrato.

A execução do contrato inicia-se a partir da demanda de alocação de profissionais, que pode decorrer diretamente das exigências contratuais de composição da equipe ou ser formalizada por meio de Ordens de Serviço, conforme previsto no contrato.

A partir dessa demanda, é realizada a mobilização dos recursos humanos, com base na análise dos requisitos dos perfis definidos, podendo envolver tanto a realocação interna de profissionais quanto a condução de processos de recrutamento e seleção. Nessa etapa, são asseguradas a validação das competências técnicas e comportamentais, bem como o atendimento aos requisitos formais exigidos pelo cliente para a alocação.

Após a contratação ou seleção do profissional, devem ser providenciadas as etapas de habilitação documental necessárias à sua alocação no contrato. Essas etapas incluem a formalização dos termos de sigilo, políticas de segurança da informação e demais documentos exigidos pelo cliente, bem como a verificação do atendimento a todos os requisitos formais previstos no contrato.

Com documentação de apresentação e o cumprimento das exigências aplicáveis, são realizadas as etapas de ambientação e apresentação ao cliente, garantindo que o profissional esteja apto a iniciar suas atividades de forma alinhada às expectativas do contrato.

A execução do contrato não se limita à alocação inicial dos profissionais, sendo caracterizada por um processo contínuo de gestão da equipe ao longo de toda a vigência contratual. Esse processo envolve o acompanhamento da permanência dos profissionais, o controle de ausências e afastamentos, bem como a substituição e recomposição de recursos sempre que necessário, de forma a assegurar a continuidade dos serviços e o atendimento aos níveis de serviço estabelecidos.

Nesse contexto, a execução contempla também a atuação contínua das áreas de apoio, especialmente recursos humanos e departamento pessoal, para viabilizar admissões, desligamentos e movimentações necessárias à sustentação da operação, garantindo o cumprimento das obrigações contratuais e legais.

Esse processo está diretamente integrado aos processos de monitoramento da execução, gestão de riscos e gestão contratual, assegurando a continuidade dos serviços e o atendimento aos níveis de qualidade e desempenho estabelecidos.

TODO: - Ajustar o diagrama para evidenciar explicitamente o ciclo contínuo de manutenção e substituição de profissionais. - Incluir no fluxo pontos de decisão relacionados à necessidade de reposição, substituição ou recomposição da equipe. - Garantir que a execução não seja representada apenas como mobilização inicial, mas como processo contínuo ao longo da vigência contratual.

Recrutamento e Seleção

O processo de recrutamento e seleção tem como objetivo identificar, avaliar e selecionar profissionais que atendam aos requisitos técnicos, comportamentais e formais definidos para o contrato.

A partir da análise dos perfis requeridos, são conduzidas atividades de triagem, entrevistas e validação de competências, assegurando a aderência do candidato às necessidades do serviço e às exigências contratuais. Sempre que possível, deve ser priorizada a realocação de profissionais internos, considerando a otimização da capacidade operacional da organização.

Os resultados das avaliações devem ser devidamente registrados, garantindo a rastreabilidade do processo e subsidiando a tomada de decisão quanto à contratação ou alocação do profissional.

Monitoramento da Execução

O processo de monitoramento da execução tem como objetivo acompanhar de forma contínua a prestação dos serviços, assegurando a aderência às condições contratuais, aos níveis de serviço estabelecidos e aos requisitos definidos no planejamento do contrato.

Esse monitoramento é realizado com base nas informações registradas na ocorrência do contrato, contemplando o acompanhamento dos aspectos operacionais, a análise de indicadores de desempenho e a identificação de desvios que possam impactar a execução contratual.

No âmbito operacional, são monitorados os problemas reportados, a situação das vagas e movimentações de pessoal, incluindo admissões e demissões pendentes, bem como o cumprimento da jornada de trabalho e a disponibilidade dos profissionais alocados. Adicionalmente, são acompanhados os indicadores de desempenho atuais e a evolução dos níveis de serviço, permitindo a identificação tempestiva de desvios.

O monitoramento contempla também a gestão contínua dos riscos contratuais e operacionais, considerando fatores como absenteísmo, rotatividade, indisponibilidade de recursos e eventuais falhas na execução dos serviços.

Os desvios identificados devem ser registrados e tratados por meio de ações corretivas, com acompanhamento de sua efetividade, assegurando a estabilidade da execução contratual e a manutenção dos níveis de serviço acordados.

TODO: - Separar claramente no diagrama o monitoramento contínuo (operacional) das atividades de governança. - Remover do fluxo de monitoramento atividades relacionadas a faturamento e decisões estratégicas. - Garantir que o monitoramento esteja representado como atividade contínua (loop ou recorrente), e não apenas como etapa pontual.

Faturamento

O processo de faturamento tem como objetivo consolidar, apurar e formalizar os valores devidos pelos serviços prestados no período, assegurando a aderência às condições contratuais e a consistência das informações utilizadas.

O faturamento é realizado com base nos dados provenientes da execução do contrato, incluindo registros de presença, movimentações de pessoal, indicadores aplicáveis e demais eventos contratuais que impactem a composição dos valores, tais como ausências, admissões e demissões.

Nesse contexto, são elaboradas as planilhas de faturamento, realizadas as validações necessárias junto à gestão do contrato e conduzidos os ajustes decorrentes de divergências identificadas, garantindo a rastreabilidade das informações e a conformidade com os critérios definidos no contrato.

O processo contempla também o acompanhamento do ciclo de faturamento, incluindo o envio para validação do cliente, o tratamento de glosas, o controle de pagamentos pendentes e a articulação com as áreas financeira e administrativa para a correta conclusão do ciclo.

A adequada execução do faturamento é fundamental para assegurar o equilíbrio econômico-financeiro do contrato e a sustentabilidade da operação.

TODO: - Criar um subprocesso específico de faturamento, separado do monitoramento e da execução. - Reorganizar o diagrama para que o faturamento seja alimentado pelos dados da execução e monitoramento. - Incluir no fluxo etapas de validação, ajuste e tratamento de glosas de forma explícita. - Representar o faturamento como processo recorrente (ciclo mensal ou conforme contrato).

Faturamento

Acompanhamento e Governança do Contrato

O processo de acompanhamento e governança do contrato tem como objetivo consolidar as informações da execução, analisar o desempenho ao longo do tempo e suportar a tomada de decisão em nível gerencial e estratégico.

Esse processo é realizado de forma periódica, por meio de reuniões gerenciais e informações consolidadas no SGO, nos quais são avaliados os indicadores de desempenho, os riscos identificados, os eventos contratuais relevantes e a evolução da execução do contrato.

O acompanhamento considera não apenas os aspectos operacionais, mas também a análise de tendências, os impactos financeiros e a aderência às expectativas do cliente, permitindo uma visão integrada do desempenho contratual.

Com base nessas análises, são definidas ações corretivas, preventivas ou de melhoria, bem como direcionamentos estratégicos relacionados à priorização de esforços, necessidade de ajustes operacionais e evolução da gestão do contrato.

Esse processo também subsidia decisões mais amplas no contexto do portfólio, incluindo a avaliação de continuidade, renovação contratual e direcionamento estratégico da organização.

TODO: - Ajustar o diagrama para separar claramente acompanhamento (governança) do monitoramento operacional. - Incluir explicitamente as reuniões gerenciais como ponto de consolidação e decisão. - Garantir que o fluxo represente análise de tendências e tomada de decisão, e não apenas coleta de dados. - Remover atividades operacionais (ex.: registro de tarefas) deste subprocesso.

Renovação do Contrato

O processo de renovação do contrato tem como objetivo avaliar a viabilidade de continuidade da prestação dos serviços ao término de sua vigência, considerando o desempenho histórico, os aspectos econômico-financeiros e os riscos envolvidos.

Essa avaliação é conduzida com base na análise dos indicadores de desempenho, na aderência às condições contratuais e na capacidade operacional da organização, subsidiando a tomada de decisão quanto à manutenção do contrato e às condições de sua renovação.

A renovação, quando aplicável, envolve a formalização dos instrumentos necessários junto ao contratante, assegurando a continuidade dos serviços em conformidade com os requisitos estabelecidos.

Encerramento do Contrato

O processo de encerramento do contrato tem como objetivo conduzir de forma controlada e organizada a finalização da prestação dos serviços, assegurando o cumprimento de todas as obrigações contratuais, legais e administrativas.

Nesse contexto, são realizadas as atividades necessárias para a desmobilização da equipe, regularização de pendências, finalização dos registros e consolidação das informações da execução contratual, garantindo a rastreabilidade e conformidade do encerramento.

O encerramento deve ser conduzido de modo a mitigar impactos operacionais, financeiros e institucionais para a organização e para o contratante.

Finalização do Contrato

O processo de finalização do contrato tem como objetivo formalizar o fechamento administrativo e documental do contrato após o encerramento da prestação dos serviços.

Essa etapa envolve a emissão dos termos de recebimento provisório e/ou definitivo, quando aplicável, o fechamento dos registros internos e dos repositórios associados ao contrato, bem como a consolidação das informações finais para fins de histórico, auditoria e geração de evidências, como atestados de capacidade técnica.

A finalização assegura que todas as obrigações foram devidamente cumpridas e que o contrato encontra-se formalmente concluído no âmbito da organização.

Guia de Gerenciamento de Riscos e Oportunidades

Introdução

O gerenciamento de riscos visa reduzir a probabilidade de ocorrência de incidentes e minimizar seus impactos sobre a organização, contratos e resultados. Ele envolve um processo estruturado de identificação, avaliação, priorização, tratamento e monitoramento dos riscos, com definição de estratégias de mitigação (quando aplicáveis) e planos de contingência (quando o risco se materializa).

O gerenciamento de oportunidades, por sua vez, busca identificar e implementar ações capazes de potencializar o desempenho dos contratos ou de processos internos, agregando valor adicional à execução. Também envolve identificação, avaliação, priorização, tratamento e monitoramento das oportunidades e das ações decorrentes.

Classificação dos riscos

Os riscos identificados na Base de Riscos no SGO estão separados em três categorias principais, conforme a natureza de sua origem e os impactos mais frequentes nos contratos da BASIS:

Riscos Operacionais

Fatores relacionados à gestão de pessoas, disponibilidade de recursos, processos internos e relacionamento com o cliente.

Riscos Contratuais e Legais

Descumprimento de cláusulas contratuais, exigências normativas, obrigações trabalhistas e de conformidade.

Riscos Financeiros

Situações que impactam diretamente a sustentabilidade econômica, como inadimplência, glosas, multas ou custos adicionais. Cada risco, seja ele contratual e legal, operacional ou financeiro, deve ser periodicamente avaliado quanto à sua probabilidade de ocorrência e ao impacto que pode gerar sobre os eixos Financeiro, Operacional e Qualidade e de Conformidade e Legalidade.

Parâmetros e priorização dos riscos

Além da categorização, cada risco deve ser avaliado segundo dois parâmetros: Probabilidade e Impacto.

Probabilidade: representa a chance de o risco ocorrer, podendo ser classificada em três níveis: * Baixa – ocorrência pouco provável nas condições atuais. * Média – ocorrência possível, considerando histórico ou contexto do contrato. * Alta – ocorrência bastante provável ou já sinalizada por indícios concretos.

Impacto: representa a intensidade dos efeitos caso o risco se materialize. No contexto de prestação de serviços, o impacto pode afetar dimensões financeiras, operacionais/qualidade ou de conformidade. Também é classificado em três níveis:

  • Impacto Financeiro: Impacta diretamente a saúde econômica do contrato e da empresa. Inclui perda de receita (inadimplência, glosas), aumento de custos (horas extras, substituições, treinamentos não previstos), redução de margem e inviabilidade de repactuação.

  • Impacto Operacional e Qualidade: Abrange a continuidade do serviço e a percepção do cliente quanto ao valor entregue. Relaciona-se a atrasos em substituições, absenteísmo, baixa produtividade ou qualidade, indisponibilidade de recursos, dificuldade de atendimento dos indicadores ou insatisfação do cliente. Aqui, tanto a execução prática (entrega no prazo e com eficiência) quanto a satisfação do cliente fazem parte do mesmo eixo, já que um alimenta o outro. É mensurado principalmente por indicadores de SLA.

  • Impacto em Conformidade e Legalidade: Refere-se ao cumprimento de obrigações contratuais, trabalhistas, regulatórias e de compliance. Envolve riscos como multas, penalidades contratuais, descumprimento de CCT, falhas em políticas de segurança da informação e problemas em auditorias. O impacto aqui pode ser desde advertências formais até rescisão contratual ou processos legais.

O impacto deve ser avaliado pela quantidade de dimensões afetadas. Se o risco impactar apenas uma das dimensões (Financeiro, Operacional/Qualidade ou Conformidade/Legalidade), o Impacto é classificado como 1. Se impactar duas dimensões, o Impacto é 2. Caso atinja simultaneamente as três dimensões, o Impacto é 3.

A partir da probabilidade e do impacto deve ser calculada a prioridade do risco (probabilidade somada com impacto). O resultado desse cálculo pode ser visto na tabela abaixo:

Tabela 1. Tabela de cálculo de prioridade de Riscos
Probabilidade

Baixa (1)

Média (2)

Alta (3)

Impacto

Alto (3)

Médio (4)

Alto (5)

Alto (6)

Médio (2)

Baixo (3)

Médio (4)

Alto (5)

Baixo (1)

Baixo (2)

Baixo (3)

Médio (4)

  • Prioridade Baixa: 2 ou 3

  • Prioridade Média: 4

  • Prioridade Alta: 5 ou 6

Por exemplo, um risco de impacto alto com probabilidade média tem uma prioridade classificada como alta.

Com a prioridade definida, os riscos passam a ser enquadrados em níveis de tratamento (alto, médio ou baixo), que orientam as estratégias de gestão a serem aplicadas. Dessa forma, garante-se que os riscos mais críticos recebam atenção imediata, enquanto os de menor relevância são apenas registrados e monitorados ao nível adequado.

Estratégias de gestão de riscos

A prioridade calculada permite definir quais ações devem ser adotadas para cada risco, conforme o nível de prioridade:

Alta (5 ou 6)

Devem ser tratados obrigatoriamente. Exigem definição de ações de mitigação (quando aplicável) e planos de contingência prontos para execução. Devem ser monitorados de forma contínua, no máximo na mesma periodicidade da monitoração do projeto.

Média (4)

Devem ser analisados pelo gerente responsável, que decidirá a estratégia mais adequada: mitigação ou contingência. Caso seja decidido pela mitigação, uma ação deve ser criada para monitoração das mitigações.

Baixa (2 ou 3)

São aceitos pela gestão. Não exigem ações específicas e não serão monitorados já que estão aceitos pela gerência. Podem ser revistos caso haja alteração na probabilidade ou no impacto.

Controle e tratamento de Riscos

Planejamento da gestão de risco

O planejamento deve iniciar com a instanciação dos riscos inerentes ao contrato, a partir da Base de Riscos registrada no SGO.

  • A coluna Impacto já vem previamente preenchida conforme a Base de Riscos publicada.

  • A Probabilidade deve ser atribuída pelo gerente responsável, considerando as condições específicas do contrato.

  • A coluna Prioridade será automaticamente calculada a partir da combinação entre Impacto e Probabilidade.

Riscos classificados como Alta ou Média prioridade devem permanecer em aberto até que sejam tratados e considerados não mais viáveis de ocorrência. Esses riscos exigem monitoramento contínuo e individualizado nas suas respectivas ocorrências no SGO, com periodicidade de acompanhamento mínimo mensalmente, com registro da análise, das ações de mitigação e/ou contingência realizadas.

Riscos de Baixa prioridade podem ser fechados no momento de sua criação, não sendo necessário mantê-los sob monitoração individual contínua, embora permaneçam sendo monitorados em grupo durante a monitoração do contrato. Seus registros devem ser mantidos para fins históricos e de aprendizado organizacional.

Monitoramento de risco

O monitoramento de riscos consiste na atualização periódica da sua avaliação, individual ou em grupo, conforme sua prioridade, reconhecendo que devem ser constantemente monitorados e que sua probabilidade pode variar ao longo do tempo conforme a execução do contrato e as ações implementadas.

O acompanhamento deve ser realizado com base na Base de Riscos instanciada no SGO, sendo formalizado por meio de registros de monitoramento elaborados periodicamente pelos gestores, nos quais devem constar também as ocorrências de mitigação ou contingência aplicadas.

Sempre que necessário, a Base de Riscos poderá ser atualizada, ajustando a prioridade e/ou o impacto conforme os resultados históricos observados na execução dos contratos. Assim, garante-se que o monitoramento dos riscos seja um processo contínuo, adaptativo e orientado por evidências, permitindo capturar a efetividade das ações e promovendo aprendizado organizacional.

Resolução de risco

A resolução de um risco ocorre quando são implementadas ações que reduzem sua probabilidade de ocorrência ou diminuem o impacto caso venha a se materializar. Ao atuar sobre esses fatores, a prioridade do risco pode ser reclassificada em níveis mais baixos, refletindo a efetividade das medidas adotadas.

Sempre que houver alteração na probabilidade ou no impacto, a Base de Riscos do contrato deve ser atualizada no SGO, garantindo a rastreabilidade das mudanças e a transparência no acompanhamento do contrato.

Gatilho para Mitigação dos Riscos

O uso de gatilho (trigger) para riscos é uma estratégia utilizada para orientar e melhorar o gerenciamento dos riscos dos contratos. O gatilho é a condição objetiva que define o momento em que a estratégia de contingência deve ser acionada. Ele funciona como um limite ou marco previamente definido, que indica a elevação da probabilidade ou do impacto de um risco a um nível em que a simples mitigação não é mais suficiente.

Por exemplo, se o risco identificado for a possibilidade de o servidor atingir 100% da capacidade de armazenamento, um gatilho pode ser definido em 80% de ocupação. Quando esse patamar é atingido, a contingência planejada (ex.: expansão emergencial do espaço, aquisição temporária de recursos ou realocação de serviços) deve ser imediatamente executada.

No processo de monitoramento, cabe ao gerente de contrato ou preposto acompanhar os indicadores e acionar a contingência assim que o gatilho for alcançado, garantindo a continuidade do serviço e a redução do impacto do risco.

Oportunidades

Análise de Oportunidades

Para cada oportunidade identificada para o projeto e processos, deve classificar o grau de custo e o benefício.

O índice de exposição e priorização das Oportunidades é baseado em custo e benefício, conforme tabela abaixo.

Tabela 2. Custo
Custo Porcentagem estimada em função do faturamento/lucro Pontos

Alto

Acima de 50%

1

Médio

Entre 20% e 40%

2

Baixo

Abaixo de 20%

3

Tabela 3. Benefício
Benefício Descrição Pontos

Alto

  • Aumento de participação no mercado

  • Aumento de lucratividade

3

Médio

  • Melhoria no relacionamento com cliente

  • Capacitação dos funcionários

2

Baixo

  • Melhoria nos indicadores de serviço

1

Grau de Oportunidade: O grau de oportunidade identifica a importância da oportunidade, através da análise do custo x benefício.

Tabela 4. Grau de Oportunidade

Custo

Baixo

Médio

Alto

3

2

1

Ben.

Alto

3

9

6

3

Médio

2

6

4

2

Baixo

1

3

2

1

Abaixo, a estratégia definida para estabelecer ações em relação às oportunidades baseadas no grau de oportunidade.

Grau 1 ou 2

Oportunidade com baixa condição de implementação, sem ação a tomar. O Gerente do Projeto deve acompanhar tendência da oportunidade verificando se o grau dela se altera durante o monitoramento do projeto;

Grau 3 ou 4

Oportunidade que pode ser implementada por ações ao longo do Projeto. O Gerente do Projeto deve acompanhar a oportunidade e se o grau tiver tendencia de aumento, deve avaliar a viabilidade de sua implementação para obter os benefícios;

Grau 6 ou 9

Oportunidade com ótima relação custo-benefício que deve ser buscada com ações imediatas no Projeto. Atualizar os custos previstos para a ação recomendada que será implementada e sinalizar para a alta gestão. O Gerente do Projeto deve acompanhar esta ação, registrando o progresso na planilha de riscos e oportunidades e relatório de monitoramento do Projeto.

Os planos de ação para as oportunidades devem ser registrados nas ocorrências de riscos e oportunidades no SGO incluindo estimativas de tamanho, esforço, tempo e custo.

No monitoramento do Projeto ou de processos, podem ocorrer as situações abaixo:

  • Uma oportunidade de baixo grau de importância se tornar médio: O Gestor deve registrar a tendência atualizando a planilha de riscos e oportunidades;

  • Uma oportunidade de grau médio de importância se tornar alto: O Gestor deve registrar na planilha de riscos e oportunidades a tendência; se possível com o fator gerador da elevação da tendência; e iniciar a ação definida para a oportunidade, imediatamente;

  • Uma oportunidade de grau alto se tornar médio: isto significa que a ação definida para a oportunidade precisa ser revista, com hipótese de não continuar com a implementação se esta estiver em execução; caso contrário o deve-se atualizar o registro da oportunidade na planilha de riscos e oportunidades. Em qualquer um dos casos deve-se registrar a justificativa;

  • O Gestor pode optar por paralisar a ação em execução ou continuar se a ação estiver próxima de ser concluída. Importante categorizar as oportunidades conforme o quadro a seguir:

Identificação de Oportunidades

Identificar as oportunidades levando em consideração, a fonte de oportunidades abaixo:

Fonte de Oportunidades
  • Base de Conhecimento de Oportunidades

  • Antecipação de entrega(s) sem alterar custo

  • Antecipação de entrega(s) com redução de custo

  • Redução de custos

  • Comercial (venda)

  • Imagem/Referência comercial (caso de sucesso)

  • Aquisição de novos conhecimentos ou boas práticas

  • Novos produtos ou serviços

Estratégias para responder às oportunidades:

1. Explorar: É o desejo de garantir que a oportunidade aconteça e se concretize durante o Projeto. Exemplo: Certificar um profissional para a participação da empresa em uma licitação que exige tal certificação;

2. Compartilhar: Unir-se a um ou mais terceiros que tenham maior qualificação para capturar a oportunidade em benefício do Projeto. Exemplo: Montar um consórcio de empresas com parceiros que já tenham as qualificações exigidas para a participação em uma determinada licitação;

3. Melhorar: Procurar facilitar ou aumentar as possibilidades de que a oportunidade aconteça. Exemplo: Finalizar o Projeto atual dentro dos objetivos do cliente, pensando em futuras oportunidades de novos Projetos;

4. Aceitar: Quando não é possível aplicar nenhuma das outras estratégias, e a equipe deseja a oportunidade, mas sem o objetivo de aplicar esforços para que ela aconteça.

Base de Riscos

Versão do documento: 1.0, 31/10/2025

Identificação dos Riscos

A identificação de riscos é um processo contínuo para antecipar eventos que possam impactar os objetivos do serviço prestado. A lista abaixo consolida as ameaças levantadas pela equipe e pelas partes interessadas relevantes, formando a base de riscos (risk baseline) que será gerenciada ao longo do ciclo de vida do serviço.

Tabela 5. Identificação dos Riscos
Fator de Risco ID Risco Descrição

Operacional

1.1

Indisponibilidade de recursos

Falta de profissionais para atender à demanda do contrato, por exemplo, pela complexidade do perfil, ou por exigências de atuação presencial, etc.

1.2

Absenteísmo

Ausências frequentes e não planejadas dos profissionais alocados.

1.3

Rotatividade

Saída recorrente de profissionais, gerando instabilidade.

1.4

Não atendimento de SLA

Não atendimento dos indicadores operacionais ou individuais definidos em contrato.

1.5

Infraestrutura inadequada no cliente

Condições físicas ou tecnológicas insuficientes para execução do serviço.

Financeiro

2.1

Inadimplência do cliente

Atraso ou falta de pagamento por parte do cliente.

2.2

Margem reduzida

Rentabilidade comprometida por falhas na precificação, execução ou alocação de recursos.

Contratual

3.1

Multa ou sanção contratuais

Notificações ou penalidades aplicadas por descumprimento de cláusulas contratuais, ou reincidência de aplicação de glosas por SLA.

3.2

Riscos trabalhistas

Passivo decorrentes de vínculos incorretos, divergências salariais, sobrecarga, desvio de função, entre outros.

3.3

Não renovação contratual

Interrupção da continuidade do serviço por decisão do cliente ou da Basis.

3.4

Não concessão de atestado técnico

Perda de oportunidades por ausência de atestado de capacidade técnica emitido pelo cliente.

Análise

Tabela 6. Análise dos Riscos

ID

Risco

Causas

Consequências

Impacto

Financeiro

Operacional e Qualidade

Conformidade e Legalidade

1.1

Indisponibilidade de recursos

  • Escassez de profissionais com o perfil exigido

  • Dificuldade no aceite de proposta por características da vaga

  • Atraso na entrega

  • Insatisfação do cliente

  • Alocação de profissionais de baixa qualidade

X

X

1.2

Absenteísmo

  • Desmotivação

  • Clima organizacional negativo

  • Exigência de trabalho 100% presencial

  • Local de trabalho distante ou de difícil acesso

  • Ambiente físico inadequado (infraestrutura, ergonomia)

  • Problemas pessoais e familiares

  • Quebra na receita

  • Estouro de indicadores de SLA/contratuais

  • Sobrecarga em outros profissionais

  • Impacto direto em prazos de entrega

  • Percepção negativa do cliente e insatisfação geral

X

X

1.3

Rotatividade

  • Mercado competitivo

  • Baixos salários

  • Função incompatível com o perfil exigido

  • Exigência de trabalho 100% presencial

  • Perda de conhecimento

  • Custos de desligamento, reposição e treinamento

  • Quebra na receita

X

X

1.4

Não atendimento de SLA

  • Divergência de interpretação de indicadores

  • Falhas em controles ou entregas

  • Baixa qualidade

  • Baixa produtividade

  • Falta de período de adaptação previsto em contrato

  • Redução de faturamento

  • Desgaste no relacionamento

  • Risco de sanção administrativa em caso de recorrência

X

X

X

1.5

Infraestrutura inadequada no cliente

  • Recursos insuficientes

  • Ambiente mal preparado

  • Falhas constantes

  • Dificuldades de execução

  • Atrasos

X

2.1

Inadimplência do cliente

  • Problemas financeiros ou orçamentários do cliente

  • Má gestão contratual

  • Prejuízo no fluxo de caixa

  • Inviabilização do contrato.

X

2.2

Margem reduzida

  • Precificação inadequada

  • Aumento de custos

  • Alocação incorreta de recursos

  • Custos não previstos

  • Divergência de cálculo da conta vinculada

  • Não concessão de reajuste ou repactuação

  • Contrato deficitário

  • Prejuízo financeiro

X

3.1

Multa ou sanção contratuais

  • Reincidência de descumprimento de SLA

  • Descumprimento de cláusulas contratuais

  • Atraso significativo ou não atendimento do objeto contratual

  • Não atendimento à política de conformidade do cliente

  • Falha de segurança da informação

  • Notificação

  • Penalidades financeiras

  • Desgaste com cliente

X

X

3.2

Riscos trabalhistas

  • Falhas em registros de ponto e descontos

  • Divergência de salário ou benefício

  • Horas extras não pagas.

  • Sobrecarga

  • Desvio de função

  • Ações trabalhistas, passivos legais, multas.

X

X

3.3

Não renovação contratual

  • Satisfação baixa do cliente

  • Falhas operacionais

  • Inflexibidade do cliente com aspectos que inviabilizam o contrato

  • Exigência de custos não previstos

  • Insatisfação do cliente

  • Perda de receita

  • Descontinuidade de serviços

  • Impacto financeiro com rescisões trabalhistas

X

X

3.4

Não concessão de atestado técnico

  • Problemas de relacionamento

  • Não conformidade anotada no atestado

  • Demora na emissão do atestado

  • Atestado sem informações relevantes

  • Perda de oportunidades em novos contratos

X

Planejamento

Tabela 7. Planejamento dos Riscos
ID Risco Estratégia de Mitigação Gatilho Estratégia de Contingência

1.1

Indisponibilidade de recursos

  • Manter banco de talentos atualizado e alinhado com os perfis críticos do contrato.

  • Antecipar processos de recrutamento e seleção para possíveis substituições.

  • Conforme a criticidade, habilitar pelo menos 2 fornecedores de recrutamento.

  • Propor alternativas de habilitação ou perfis equivalentes para negociação antecipada com o cliente.

  • Aumento do backlog de vagas não preenchidas

  • Demora no processo de recrutamento de profissionais (mais de 10 dias sem apresentar candidato para a vaga)

  • Dificuldade de aceite de perfis pelo cliente (3 profissionais do mesmo perfil rejeitados consecutivamente)

  • Elaborar plano de incentivo de qualificação do quadro interno

  • Indicar realocação de profissionais de outros contratos

  • Solicitar ampliação de prazo de alocação ou substituição ao cliente.

  • Designar profissional ferista, quando permitido.

  • Negociar flexibilização de perfil ou requisitos com o cliente.

1.2

Absenteísmo

  • Não aplicável. O absenteísmo é um risco pontual, condicionado a fatores individuais e externos à gestão da contratada, não sendo possível adotar ações preventivas adicionais capazes de reduzir sua probabilidade de ocorrência.

  • Índice de absenteísmo superior ao esperado ou acima do limite definido em contrato.

  • Registro de ausências reincidentes por parte de um ou mais profissionais.

  • Elaborar plano de horas extras controladas, caso necessário.

  • Negociar a alocação de recursos externos de composição de banco de horas ou para atuação como feristas, caso necessário.

  • Negociar a troca do profissional, em casos específicos

1.3

Rotatividade

  • Elaborar plano de monitoramento periódico do clima organizacional no âmbito do contrato, atuando sobre fatores críticos de insatisfação.

  • Identificar práticas salariais de mercado e escalar para a diretoria em caso de defasagem relevante.

  • Revisar os processos de seleção específicos do contrato para garantir melhor aderência de perfil ao posto de trabalho.

  • Taxa de turnover superior ao esperado no contrato.

  • Saídas recorrentes em função de fatores salariais ou insatisfação reportada.

  • Elaborar relatório de apresentação das condições específicas do contrato para apresentação ao cliente, caso aplicável

  • Negociar SLA temporário em caso de fatores relacionados com o contrato ou cliente

1.4

Não atendimento de SLA

  • Passar o controle de indicadores para a periodicidade semanal.

  • Validar com o cliente os critérios de apuração e aceitação de entregas.

  • Sinalização antecipada de dificuldade de atendimento dos indicadores, divergência na apuração, ou fiscalização rígida e inflexível de acompanhamento de indicadores.

  • A sinalização pode ser feita antecipadamente pela equipe do cliente, ou durante o período de adaptação.

  • Elaborar relatório com os pontos de divergência ou dificuldade de atendimento e formalizar tratativa junto à diretoria e ao cliente

  • Renegociar prazos ou escopo com o cliente e, quando necessário, mobilizar força-tarefa emergencial.

  • Coletar e apresentar evidências documentais para justificar a execução do serviço.

1.5

Infraestrutura inadequada no cliente

  • Levantar infraestrutura mínima antes da alocação, seja dos ambientes ou individuais, conforme o caso

  • Formalizar junto ao cliente as recomendações mínimas identificadas

  • Acompanhar periodicamente a infraestrutura disponível

  • Reclamações da equipe sobre indisponibilidade de recursos no cliente

  • Evidência de falha recorrente em infraestrutura crítica para execução dos serviços

  • Recorrência de justificativa por não atingimento de indicadores relacionada com a infraestrutura do cliente.

  • Formalizar os problemas de infraestrutura junto ao cliente

  • Negociar prazos e escopo conforme a necessidade até a regularização.

2.1

Inadimplência do cliente

  • Não aplicável. Este risco é pontual e vinculado à gestão financeira e disponibilidade orçamentária do cliente. Não há ação preventiva que reduza sua probabilidade de ocorrência, sendo possível apenas o acompanhamento de sinais de atraso e o acionamento da contingência quando identificado.

  • Atraso de pagamento > 60 dias.

  • Reportar problema à gestão contratual

  • Caso atraso de pagamento > 90 dias, escalar problema junto à diretoria para avaliação da suspenção dos serviços ou renegociação de condições.

2.2

Margem reduzida

  • Não aplicável. A margem reduzida é um risco financeiro que se manifesta em função de variações de custos e receitas ao longo da execução contratual, não sendo possível adotar ação preventiva adicional que reduza sua probabilidade além do acompanhamento rotineiro

  • Margem líquida abaixo do previsto em planilha por três meses consecutivos.

  • Reavaliar custos dos contratos

  • Elaborar relatório com justificativa ou indicação de custos não previstos

  • Elaborar plano de ação para diminuição dos custos, caso aplicável

3.1

Multa ou sanção contratuais

  • Implementar monitoramento semanal dos indicadores de SLA ou sanções administrativas previstas no TR, conforme o caso.

  • Recebimento de ofício com indicação de sanção

  • Notificação de sanção

  • Identificação de eminência de sanção.

  • Escalar o problema para a diretoria de operações com plano de ação definido

  • Renegociar prazos/escopo com cliente

  • Mobilizar força-tarefa emergencial, se for o caso.

  • Reportar semanalmente à diretoria de operações os resultados do plano

3.2

Riscos trabalhistas

  • Auditar os registros de ciência da política de conformidade por todos os funcionários alocados e corrigir falhas, caso existam

  • Elaborar e implementar plano de treinamento sobre o conteúdo da política de conformidade do cliente, sempre que identificado como necessário.

  • Relatório de auditoria do cliente com apontamentos de falhas da equipe alocada

  • Recebimento de ofício com notificação de problema de conformidade

  • Escalar o problema para o jurídico

  • Definir e implementar plano de correção das falhas identificadas

  • Reportar periodicamente (no máximo semanalmente) ao jurídico os resultados da execução do plano de contingência

3.3

Não renovação contratual

  • Não aplicável. Este risco é pontual e depende da decisão do cliente, de fatores orçamentários ou de mudanças estratégicas na gestão. Não há ação preventiva adicional capaz de reduzir sua probabilidade de ocorrência antes de sinais concretos de insatisfação ou inviabilidade.

  • Formalização do cliente indicando a não renovação

  • Formalização do cliente pela não satisfação na execução contratual

  • Sinalização de movimentação no cliente pela elaboração de outro processo licitatório

  • Solicitação de assinatura de aditivo com cláusula de rescisão antecipada

  • Elaborar plano de retenção emergencial com atuação da diretoria

  • Em caso de menos de 3 meses para o final da vigência, elaborar plano de realocação

3.4

Não concessão de atestado técnico

  • Não aplicável. Este risco é pontual e condicionado a práticas internas do cliente, podendo ocorrer mesmo em cenários de boa execução. Não existe ação preventiva capaz de assegurar sua emissão correta do atestado, sendo o tratamento definido a partir de indícios de negativa, atraso ou da própria emissão de um atestado ineficaz.

  • Cliente posterga ou nega emissão de atestado

  • ACT emitido com anotação de não conformidade ou sem informações suficientes para uso em outros processos

  • Solicitar reunião com a área de contratos

  • Solicitar à área responsável pela gestão contratual a emissão de declaração complementar

Histórico de Revisões

Tabela 8. Histórico de Revisões
Data Versão Autor Revisor Observação

31/10/2025

1.0

Leonardo Lopes

Cédric Lamalle

Versão inicial da base de riscos para processo de serviços

Guia de Análise Estatística para Alta Maturidade

Baseline de contratação inicial

Objetivo: Desenvolver, validar e estabelecer uma linha de base quantitativa para um processo capaz de prever a quantidade de dias necessária para a seleção de funcionários, a fim de apoiar a gestão proativa de contratos de alocação de mão de obra no quesito da contratação inicial.

O objetivo da Baseline é determinar o número de dias necessários para a seleção, e não o tempo para contratação. A seleção é o momento em que o candidato é aprovado pelo entrevistador. Escolhemos não usar os dias necessários para contratação, pois após a seleção temos passos como documentação, aprovação do cliente que tem uma variação muito grande. Além disso, após a seleção, o candidato é enviado ao cliente e o prazo contratual se encerra.
Essa baseline deve ser utilizada para as contratações iniciais e no caso de termo aditivo que altera o número de funcionários solicitado pelo cliente.

Definição do Problema e Abordagem Metodológica

Análise Inicial e Prototipagem do Modelo

Foram testados dois modelos de predição:

  • Árvore de decisão

  • Regressão Linear Múltipla

    Modelo de Árvore de Decisão

    A importância da variável (feature_importances_) é medida pela sua contribuição para a redução da impureza (erro) em cada divisão da árvore. É uma medida contextual e não-linear, que pode mudar quando outras variáveis são adicionadas ou removidas.

    Modelo de Regressão Linear Múltipla

    A importância da variável é expressa pelos seus coeficientes. Cada coeficiente representa o impacto direto e linear de uma unidade de mudança na variável preditora sobre a variável de destino, mantendo todas as outras constantes.

As métricas de avaliação de resultado dos modelos são o MSE (Mean Square Error) e o MAE (Mean Absolute Error,) pois fornecem perspectivas complementares sobre o erro do modelo. A distinção entre elas foi fundamental para a análise, especialmente no tratamento de outliers.

MAE (Erro Absoluto Médio):

O MAE calcula a média do erro absoluto, dando o mesmo peso a todos os erros.

Vantagem: É mais robusto a outliers e fornece uma medida do erro mais intuitiva, representando o desvio médio real do modelo. A queda brusca do MAE após o tratamento de outliers confirmou que eles distorciam significativamente a média do erro.

MSE (Erro Quadrático Médio):

O MSE calcula a média do erro quadrado.

Vantagem: O MSE penaliza erros maiores de forma mais acentuada. É útil quando grandes desvios da previsão são particularmente indesejáveis.

A análise conjunta do MAE e do MSE é crucial. O MAE nos deu uma visão realista do erro médio do modelo, enquanto o MSE destacou a presença e o impacto de erros significativos, orientando a remoção dos outliers.

Para o teste utilizamos dados históricos de contratação de janeiro de 2024 a dezembro de 2024. Analisando os dados encontramos presença de 6 outliers com valores acima de 50 dias. Para melhorar a estabilidade e a precisão do modelo foi decidido retirar esses outliers.

Por exemplo, no caso da árvore de decisão seguem os erros médios encontrados:

Antes da Remoção dos Outliers:

  • MSE: 157.42629828958047

  • MAE: 8.663780663780665

Após a Remoção dos Outliers:

  • MSE: 67.80485110347146

  • MAE: 6.262826236263735

As implicações da retirada dos outliers são:

Melhora na Precisão

A remoção dos outliers resultou em um modelo com previsões mais precisas e confiáveis.

Redução do Impacto de Valores Extremos

O modelo agora é menos sensível a valores extremos, o que é importante para a estabilidade e a generalização do modelo.

Modelo Mais Confiável

Com a redução dos erros, o modelo se torna mais confiável para prever o tempo de seleção.

Uma etapa crucial na seleção do modelo preditivo é entender como a "importância" de uma variável é definida em diferentes algoritmos.

A Regressão Linear Múltipla oferece uma interpretação direta da influência de cada variável, enquanto a Árvore de Decisão, embora menos interpretável, tende a capturar melhor as relações não-lineares e interações complexas entre as variáveis. O fato de a Árvore de Decisão ter alcançado um desempenho superior em termos de métricas, pois as relações entre os dados não são estritamente lineares.

Otimização do Processo via Engenharia de Atributos de Hiper-parâmetros

Seleção de Atributos (Feature Selection)

A análise de importância das variáveis no modelo de Árvore de Decisão revelou que a variável presencial possuía uma contribuição insignificante.

A remoção desta variável simplificou o modelo, resultando em uma pequena melhora adicional nas métricas:

  • MSE: 61.07

  • MAE: 6.03

Fase 4: Ajuste de Hiper-parâmetros

Uma busca em grade (Grid Search) foi conduzida para otimizar os hiperparâmetros do modelo de Árvore de Decisão.

A melhor configuração encontrada foi: max_depth: 3, min_samples_leaf: 4, e min_samples_split: 2.

Embora a validação do modelo com os hiperparâmetros ajustados tenha retornado um MSE (63.34) e um MAE (6.23) ligeiramente superiores à fase anterior, a diferença foi insignificante. A principal contribuição desta etapa foi confirmar que um modelo mais simples (com profundidade 3) é o ideal para os dados, evitando o overfitting.

Validação Final e Definição da PPB

Com base nesta validação final, a Linha de Base de Performance (PPB) oficial do processo foi estabelecida:

Modelo Selecionado: Arvóre de decisão.

Erro médio ao quadrado: 5,8 dias

Estabilidade: O modelo opera de forma consistente, com diferenças de predição variando de -2 a +2 dias de margem de erro na predição.

Baseline de acompanhamento

Objetivo: Desenvolver, validar e estabelecer uma linha de base quantitativa para um processo capaz de prever a probabilidade de ausências não planejadas de funcionários, a fim de apoiar a gestão proativa de contratos e equipes, em alinhamento visando a otimização e controle estatístico de processo de gerência de contrato.

Definição do Problema e Abordagem Metodológica

A análise exploratória inicial dos dados revelou que as ausências são eventos raros, com a grande maioria dos registros (mais de 90%) apresentando zero dias de desconto. Diante disso, a abordagem inicial de tentar prever a Percentagem a receber (um problema de regressão) foi descartada por ser estatisticamente instável e de baixo valor prático.

A decisão metodológica foi reformular o problema como uma classificação binária: prever a probabilidade de um funcionário ter ou não ao menos uma ausência em um determinado mês (Teve Ausência, Sim ou Não). Esta abordagem se mostrou mais robusta e diretamente alinhada com a necessidade de negócio de identificar potenciais riscos.

Análise Inicial e Prototipagem do Modelo

Foram testados três modelos de classificação:

  • Regressão Logística

  • Random Forest

  • XGBoost

O teste foi realizando utilizando um conjunto de dados inicial de um ano. Nos testes preliminares, o modelo XGBoost demonstrou a maior capacidade de detecção (Taxa de Detecção/Recall) dos casos de ausência, sendo selecionado como o protótipo para uma fase de validação mais rigorosa.

Comparação dos modelos
Figura 1. Comparação dos modelos

Avaliação Quantitativa e Descoberta de Instabilidade

Para estabelecer uma Linha de Base de Desempenho de Processo (Process Performance Baseline - PPB), foi conduzido um backtest cronológico simulando o desempenho do modelo XGBoost ao longo de 19 meses. Esta análise foi crucial e revelou uma instabilidade significativa no desempenho. A Taxa de Detecção variava drasticamente de um mês para o outro (entre 27% e 92%), indicando que o processo, com as variáveis disponíveis, não estava sob controle estatístico e não era confiável para uso em produção.

Otimização do Processo via Engenharia de Atributos

A causa raiz da instabilidade foi identificada como a falta de variáveis preditivas robustas. O processo foi então otimizado por um extenso trabalho de engenharia de atributos, centralizado no dbt para garantir consistência e governança. O escopo dos dados foi ampliado para três anos (08/2022 a 07/2025) e foram adicionadas novas variáveis-chave, incluindo:

  • Dados de RH: Função (normalizada) e tempo de casa em anos.

  • Dados Contextuais: tamanho da equipe.

  • Dados Comportamentais: O histórico de ausências do próprio funcionário (se ele se ausentou o mês anterior, e o número de ausências nos 3 últimos meses).

Validação Final, Seleção do Modelo e Definição da PPB

Um novo backtest comparativo foi executado com o conjunto de dados enriquecido. Os resultados demonstraram, de forma conclusiva a superioridade do modelo de Regressão Logística. O modelo mais simples, quando alimentado com dados de alta qualidade, provou ser não apenas o de melhor desempenho, mas também o mais estável.

Com base nesta validação final, a Linha de Base de Performance (PPB) oficial do processo foi estabelecida:

Modelo Selecionado: Regressão Logística.

Taxa de Detecção (Recall) Média: 62%.

Estabilidade: O modelo opera de forma consistente, com o recall variando em uma faixa controlada de 56% a 72%, uma melhora drástica em relação aos testes iniciais. Isso pode ser visto no gráfico acima.

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